Tectitos Asiáticos

Informações extraídas do livro "Tektites, witnesses of cosmic catastrophes", escrito por Guy Heinen. 

Tradução e adaptação: Wilton Carvalho 

Existem sete grupos de tectitos provenientes da Ásia. 

 a)    Chinesas 

b)    Javanesas

c)    Bilitonesas (da Ilha de Billiton, perto de Sumatra)

d)    Malasianas

e)    Papuanesas

f)     Indochinesas

g)    Filipinesas 

 A composição média desses tectitos é a seguinte, em percentagem: 

 É muito provável que as tectitos tenham sido formadas pela colisão de um asteróide ou cometa com a Terra. 

 Os cientistas consideram os tectitos um produto diferente dos vidros de impacto, apesar deles poderem ter sido formados pelo mesmo evento. Todos impactos de grandes meteoritos produzem vidros, enquanto os tectitos são produzidas muito raramente. 

 As principais diferenças entre vidro de impacto e tectito são:

 Em quase todas as crateras meteoríticas foram encontrados vidros de impacto. As tectitos foram achadas em apenas quatro. 

 Os vidros de impacto são irregularmente distribuídos em volta e dentro das crateras. Os tectitos são encontrados em faixas mais ou menos regulares e a certa distância da cratera de origem.

 A substância básica de formação dos vidros de impacto são camadas de rocha profundas existentes no local do impacto. No caso dos tectitos esse material provem das camadas mais superficiais de sedimentos.

 O conteúdo de água nos vidros de impacto é da ordem de 0,02 a 0,2%. Nos tectitos se reduz para 0,002 a 0,02%.

 São comuns as incrustações minerais nos vidros de impacto, tais como a coesita. Nos tectitos essas incrustações são extremamente raras.

 Componentes meteoríticas estão na faixa de 0,02 a 0,05%. Nos tectitos essa ocorrência é maior que 0,02%, com um caso da ordem de 0,3%.

 A pressão atmosférica encontrada em bolhas de gás nos vidros corresponde a à pressão da superfície da Terra. Mas nos tectitos essa relação corresponde a uma altitude de 40-80km. 

 Existem um alto conteúdo de gases nobres nos vidros. Nos tectitos esse conteúdo é muito baixo. (Ar, Kr, Xe)

Não se conhece formatos aerodinâmicos entre os vidros que são geralmente de formato irregular. Existem tectitos com formato aerodinâmico e formas regulares.

Vidro do Deserto Líbio  (LDG – Libian Desert Glass

 Informações extraídas do livro "Tektites, witnesses of cosmic catastrophes",  escrito por Guy Heinen. 

Tradução e adaptação: Wilton Carvalho

 Essa denominação causa uma certa confusão sobre o local onde foram encontrados fragmentos desse tipo de vidro de impacto.

 O Deserto Líbio é uma faixa de terra no deserto do Saara próxima à fronteira do Egito e em terra egípcias. Essa área tem cerca de 50 por 80 km de extensão. 

 O Vidro do Deserto Libio (VDL em português) pode ser amarelo ou verde. Alguns são transparentes e outros tem coloração escura. 

 Foram primeiramente estudados por Fresnel em 1856 . Tornaram-se mundialmente conhecidos em 1932 em artigo do The Geographic Journal, de Londres. 

 Calculou-se em 28,5 milhões de anos a idade de formação desse tipo de vidro. 

 A conclusão de que os VDL são vidros de impacto somente foi aceita nos últimos anos. Essa conclusão é baseada nos seguintes fatos:

      ·       Baixo conteúdo de água. Um pouco mais elevado do que nos tectitos, mas consideravelmente mais baixo do que nas rochas vulcânicas e fulguritos.

·       Ausência de ions OH que exclui a formação de sílica gel em baixas temperaturas.

·       Presença de incrustações de lechatelierite e especialmente baddeleyte,s sendo que esta última se forma somente em temperaturas acima de 1800º C, provando que o VDL são produtos formando sob forte aquecimento.

·       Presença de componentes meteoríticos. Elementos siderófilos como o Ni, Co, Ir, Cr e Fé existem concentrados em algumas incrustações escuras de alguns VDLs. A relação Ni/Co e Fé/Ni desses elementos são tipicamente as mesmas encontradas nos condritos.