Mesmo nos círculos científicos costuma-se confundir meteoro com meteorito. Saiba agora a diferença entre o significado dessas duas palavras e aprenda mais uma.
Meteoróide: corpo sólido existente no sistema solar, cujo tamanho varia de frações do milímetro (poeira cósmica) a quilômetros de diâmetro (asteróides), podendo colidir com a Terra ou outros planetas.
Meteoro: luminescência produzida pelo meteoróide ao passar pelas camadas da atmosfera terrestre. A intensidade e duração do fenômeno luminoso depende do tamanho e velocidade do meteoróide. Fragmentos diminutos produzem estrelas cadentes, vistas todos os dias riscando os céus. Pedaços maiores geram verdadeiras "bolas de fogo" que podem ser vistas até durante o dia.
Meteorito: fragmento de um meteoróide que sobreviveu à pressão e temperatura elevadas resultantes do atrito contra a atmosfera da Terra, conseguindo chegar à superfície do nosso planeta.
Origens
Entre os planetas Marte e Júpiter existem milhares de fragmentos de rocha e de ferro que descrevem órbitas regulares em volta do Sol. Essa concentração de corpos celestes de pequeno tamanho chama-se Cinturão de Asteróides e daí originaram-se a maioria dos meteoritos que estão expostos nos museus do mundo inteiro.
Os cometas, por sua vez, possuem núcleos rochosos que podem se fragmentar e colidir com planetas, como ocorreu em julho de 1991 quando 21 pedaços do Shoemaker-Levi 4 se chocaram contra Júpiter.
Alguns meteoritos encontrados na Terra parecem ter vindo da Lua e de Marte, haja vista que a pequena força de gravidade reinante nesses astros permite, teoricamente, que grandes impactos lancem no espaço fragmentos de sua crosta que podem atingir nosso planeta milhões de anos depois.
Importância
Cientificamente os meteoritos são amostras geológicas de corpos celestes que proporcionam informações preciosas sobre as condições reinantes no espaço sideral, nos primórdios da formação do sistema solar, há 4,6 bilhões de anos passados. Além dos meteoritos, recolhidos quase de graça nos campos onde caíram, existem apenas 381 quilos de rochas lunares trazidas pelo Projeto Apolo na década de 1970, a um custo de 30 bilhões de dólares, cuja origem pode ser considerada extraterrestre.
Outro aspecto da maior relevância no estudo dos meteoritos é a possibilidade de serem portadores de micro-organismos fossilizados, conforme demonstrado por estudos conduzidos em 1998 pela NASA, em uma rocha proveniente de Marte, achada na Antártida. Essa característica confere aos meteoritos uma importância muito grande, haja vista oferecerem provas da existência de seres vivos em outros planetas, embora alguns cientistas contestem a veracidade dos estudos realizados até o momento.