Crosta de Fusão: Os meteoritos rochosos são revestidos por uma crosta vitrificada de cor preta ou marron. Esta crosta é diferente da massa interna da rocha, geralmente acinzentada. Ela é formada quando o meteoróide atravessa a atmosfera terrestre e é aquecido pelo atrito. Os meteoritos de ferro também apresentam crosta de fusão, facilmente observável quando o espécime é serrado deixando à mostra seu interior cor de aço. Use uma lupa que aumente 10 ou 20 vezes para examinar melhor a crosta de fusão em meteoritos de pedras e de ferro.
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Magnetismo: Quase todos os meteoritos são atraídos por um imã. Obviamente, essa propriedade é mais evidente nos meteoritos férreos que nos rochoso. Aproxime um imã do material a ser testado e verifique a atração que ele exerce. Esse método pode ser aperfeiçoado, utilizando-se um pequeno fragmento de imã preso a um barbante ou linha, formando um pêndulo que deve ser pendurado em um ambiente protegido do vento. Remova de seus braços e mãos relógio, pulseira e outros objetos metálicos que esteja usando. Aproxime a rocha do pêndulo e observe se o mesmo oscila em direção ao espécime que está sendo testado. Um outro método serve para testar material com baixo conteúdo de ferro. Obtenha da amostra finos grãos de pó, serrando-a, limando-a ou fragmentando-a com um martelo. Coloque o pó assim obtido sobre uma folha de papel tipo A4 limpa e passe um potente imã por baixo. Observe se pequenos espeques ou grãos movem-se acompanhando o movimento do imã.
Formato e Orientação: Irregulares no tamanho e na forma, os meteoritos rochosos dificilmente apresentam arestas. Seus cantos são arredondados devido a ablação que sofreram. A pressão força a massa do meteorito a acumular-se na parte de trás enquanto está atravessando a atmosfera, gerando formatos cônicos e aerodinâmicos. O mais comum é o meteorito fragmentar-se entre em 10 e 20 km de altitude, produzindo os mais diversos formatos. Os meteoritos de ferro podem apresentar arestas, algumas bastantes agudas.
Mossas: o atrito aquece o corpo do meteoróide e a pressão do ar forma mossas na sua superfície. Em inglês essas marcas são denominadas "thumbprints", isto marcas do polegar. Muitas vezes essas mossas acabam transformando-se em buracos, principalmente nos meteoritos de ferro.
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Níquel: Junto com o Ferro, o Níquel é encontrado em quase todos meteoritos. A presença de níquel em rochas e fragmentos de ferro supostamente meteoríticos é um bom indicador para identificar material de origem espacial. É possível ver a olho nu ou com o auxílio de uma lupa espeques de metal prateados incrustados na massa cinzenta e granulada dos meteoritos rochosos do tipo condrítico.
Densidade e peso: meteoritos rochosos são mais pesados que pedras comuns. Sua densidade é superior a do granito, haja vista conter ferro e níquel em razoáveis quantidades.
Bolhas e vesículas: é muito raro encontrar bolhas e vesículas nos meteoritos. Uma rocha com muitos furos e vesículas dificilmente será de origem meteorítica.
Figuras de Widmanstätten: quando a superfície interna de um meteorito de ferro, devidamente polida, é atacada por um ácido forte, surgem linhas e placas esbranquiçadas que formam um desenho geométrico denominado "figuras de Windmanstätten".

Incrustações: nos meteoritos de ferro são encontradas incrustações de um fosfato de cobalto denominado "schreibersite" e de sulfetos de ferro, conhecidos pelo nome de "troilite". As inscrustações "schreibersite" são de coloração escura, enquanto as de "troilite" são cor de bronze.
